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Disse
o sábio Waldemar: "é muito conhecido o chamado susto da gravidez, para que
nos detenhamos sobre esse particular. Cria agitações especiais no ânimo, as
quais agem sobre o tenro fruto que se acha no ventre materno”. Porém, jamais
tem sido levado em conta que a imensa importância dada ao facto resulta numa
influência psíquica sobre o feto. Uma simples sugestão de objectos pode
acarretar uma transformação física do mesmo.
Há algum tempo, uma
mulher deu à luz num hospital de Berlim, um monstro que tinha orelhas e
focinho de cachorro e o pêlo de besta.
Entre conhecidos meus,
também ocorreu o seguinte caso: a esposa de um industrial de Chemnitz
frequentemente visitava o zoológico durante sua gravidez, pois gostava muito
de apreciar os filhotes de leão. Deu à luz a um casal de gémeos, com cabeças
e garras de leão. Eram ambas as criaturas desprovidas de inteligência humana
e morreram, uma com a idade de 11 anos e a outra com 12 anos.
Tem-se ouvido
frequentemente, que mulheres grávidas que tiveram susto de um rato, o
recém-nascido apresentava uma mancha na pele, semelhante à pele do rato,
exactamente no lugar onde sua mãe havia colocado a mão no momento do susto.
Na antiguidade, ___
prossegue Waldemar, ___ extraía-se a correspondente consequência do susto
das mulheres. Tanto podia acontecer resultados negativos, como positivos.
Manifesta-nos Oppian, que
as mulheres de Esparta davam à luz criaturas extraordinariamente belas e bem
constituídas, devido ao facto de terem à
vista, nos seus dormitórios, estátuas de Apolo, Jacinto, Narciso e os
Dióscoros. Além disso, desfrutavam, durante sua gravidez, da música de
harpas e flautas. Impunha-se, também, aos maridos espartanos que durante a
gravidez de suas mulheres não mostrassem jamais um semblante carrancudo ou
mal humorado, mas sempre satisfeito.
Conta Heliodoro que de um
casal de cônjuges, espantosamente feios, nasceu um menino
extraordinariamente formoso, devido ao fato de que sua mãe tinha sempre
diante de si, em seu dormitório, uma maravilhosa estátua de Adónis, em
tamanho natural.
O tirano de Chipre, mal
estruturado e feio, foi também, pai de crianças surpreendentemente lindas,
devido haver ornado o seu dormitório com radiantes figuras de divindades.
No decorrer da história
ocorreu repetidas vezes que as mulheres levantassem suspeitas de
infidelidade, devido ao seu susto de gravidez.
Hydaspo e Pérsina, sendo
ambos de pele escura, viveram dez anos de matrimónio estéril. Após esse
tempo, Persina deu à luz uma filha completamente branca. Em seu desespero,
porque o marido não acreditava na sua inocência e a acusava de relações com
algum estranho, abandonando a criatura. A criança recebeu o nome de Charikleia. Aconteceu, porém, que tornou a encontrá-la ao cabo de muitos
anos e feliz, declarou à filha: "como ao nascer fostes branca, cor que
contradiz a natureza dos etíopes, reconheci, eu mesma, a causa. Nos braços
de meu esposo havia visto a imagem de Andrómeda desnuda, quando Perseu a
raptou das rochas. Por isso, obtivestes essa cor. A seguir, Pérsina
confessou a seu esposo que tinha uma filha. Dessa forma fez com que fosse
colocada a imagem de Andrómeda junto a Charikleia e notou que a semelhança
era desconcertante. Hydaspo convenceu-se cheio de admiração, e o povo,
repleto de júbilo congratulou-se com isso.
Lessing, um crítico de
espírito tão penetrante, manifesta expressamente que as artes plásticas, em
especial, além da grande influência que têm sobre o carácter da nação, são
capazes de uma acção que necessita ser controlada mais de perto pelo Estado.
Se belos seres criam belas estátuas, estas trabalham de novo sobre aqueles
e o estado há de agradecer às belas estátuas, por seus belos cidadãos.
Entre nós, a delicada
imaginação da mãe parece apenas exteriorizar-se em monstros. "É necessário
voltar ao ponto de partida original e cultivar com singular anseio a beleza
do espírito."
O quarto nupcial deve ser
transformado num templo de arte, porque ele em si mesmo, é o centro
magnético do amor.
As mulheres da santa
predestinação não devem jamais perder a capacidade de assombro. Contemplai,
ó filhas de Vénus, divinais esculturas de vossa habitação, a fim de que o
fruto de vosso amor seja realmente belo.
Criai belezas, digo-vos, em nome do amor e da verdade. Sede felizes bem amadas, sede
ditosas com vossas criações.
O quarto nupcial é o santuário de Vénus. Não o profaneis jamais com
pensamentos indignos.
Da Obra: O MISTÉRIO DO
ÁUREO FLORESCER,
de Samael Aun Weor
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