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O matrimónio na vigente lei tem como nota
característica a igualdade entre homem e mulher e confere a cada um no
contexto patrimonial, iguais faculdades, direitos e deveres. Marido e mulher
devem ajudar-se e respeitar-se mutuamente no sublime interesse da família.
Os cônjuges devem viver juntos, guardar
fidelidade e prestar socorro mútuos.
O matrimónio afigura-se como um direito.
Quanto às formas de celebração do
matrimónio, existe a forma civil que através de um habilitado em direito
leva o evento a cabo, assim como a forma religiosa segundo o direito
Canónico.
O matrimónio produz efeitos civis desde a
sua celebração, mas para o pleno reconhecimento dos mesmos é necessária a
inscrição legal, registo ou semelhante.
As causas de extinção são as mesmas para
todos: quando se dissolve o matrimónio, quando seja declarado nulo, quando
judicialmente é de metade a separação ou quando aos conjugues convenha um
regime diferente.
As características gerais do matrimónio
são a cumplicidade dos conjugues, a convivência, a fidelidade, etc…
Pois bem, quando estas bases do
matrimónio se destabilizam abalam ou acabam, a lei regula-os em distintos
contextos: A separação, o divórcio como causa da dissolução do vínculo
matrimonial.
A aliança matrimonial, pela qual um homem
e uma mulher constituem uma intima comunidade de vida e amor, foi fundada e
dotada de leis próprias pelo Criador. Pela sua natureza, está destinado ao
bem dos conjugues assim como à geração e educação dos seus filhos.
O matrimónio fundamenta-se no
consentimento dos contraíntes, ou seja, na vontade de se darem mutuamente
com o fim de viverem uma aliança fiel e fecunda. Graças ao V. M. Samael
podemos compreender na realidade o que é o matrimónio.
O matrimónio perfeito, é a reunião de
dois seres que verdadeiramente sabem amar.
Para que haja verdadeiramente amor, é
necessário que o homem e a mulher se adorem em todos os sete grandes planos
cósmicos.
Para que haja amor é necessário a
existência de uma comunhão de almas nas três esferas: pensamento, sentimento
e vontade.
Quando os dois seres vibram afins nos
seus sentimentos, pensamentos, e vontades, então o Matrimónio Perfeito
realiza-se nos sete planos da existência cósmica.
Existem pessoas que se encontram casadas
nos planos físicos e etéricos, mas não estão no plano mental, pois cada qual
pensa à sua maneira; a mulher tem uma religião, o marido tem outra, não
coincidem em pensamento.
Existem matrimónios afins nos mundos do
pensamento e do sentimento, mas absolutamente opostos no mundo da vontade.
Esses matrimónios vivem em atrito constante; não são felizes. Existem
matrimónios que não chegam sequer ao plano astral; nessas circunstâncias nem
sequer existe atracção sexual; estes casamentos são tremendos fracassos.
Essa classe de matrimónios fundamentam-se exclusivamente na fórmula
matrimonial.
Algumas pessoas vivem o casamento no
plano físico com determinado cônjuge e, no plano mental vivem a vida
conjugal com outro cônjuge diferente.
Rara vez se encontra na vida um
matrimónio perfeito. Onde existiu o cálculo aritmético não há amor.
Desgraçadamente, na vida moderna, o amor cheira a conta de banco, a
mercadoria e celulóide. Naqueles lares onde só existam somas e subtracções,
não existe amor.
Quando o amor sai do coração,
dificilmente regressa.
O Amor É um Menino Muito Esquivo.
O matrimónio que se realiza sem amor,
portanto sustentado unicamente em bases económicas ou sociais, é na
realidade um pecado contra o Espírito Santo. Essa classe de matrimónios
fracassem inevitavelmente .
Os enamorados, a miúdo confundem o amor
com desejo, e o pior da situação é que acreditam estar enamorados. Consumado
o acto sexual, satisfeita a paixão carnal, vem então o desencanto, como
terrível realidade.
A paixão confunde-se facilmente com o
amor e o amor e o desejo são absolutamente opostos; aquele que
verdadeiramente está enamorado é capaz de dar a sua última gota de sangue
pelo seu amado.
Um matrimónio perfeito é a união de dois
seres que se adoram absolutamente. No amor não existem projectos, nem contas
bancárias. Se alguém “mete” no matrimónio projectos e cálculos é porque não
está enamorado. As pessoas deviam reflectir antes de dar o grande passo.
Devemos cuidar-nos da ilusão do desejo; recordemos que a chama do desejo
consome a vida e então enfrentaremos a tremenda realidade da morte.
Contempla os olhos do ser que adoras,
perde-te na beleza das suas pupilas, mas se queres ser feliz não te deixes
levar pelo desejo.
Não confundas, homem enamorado, amor com
paixão. Auto-analisa profundamente: é urgente saber se ela te pertence em
espírito; é indispensável saber se sois completamente afins com ela nos três
mundos do pensamento, sentimento e vontade. O adultério é o resultado
cruel de falta de amor. A mulher perfeitamente enamorada, preferia antes
a morte que o adultério.
O problema dos pares, dos casais, está no
perder torpe da sua energia sexual. Então, as correntes cósmicas fundem-se
nas correntes universais e penetram na alma dos dois seres uma luz
sanguínea, as forças luciféricas do mal, o magnetismo fatal.
Então fecham-se as portas do Éden, o amor
converte-se em desilusão, vem o desencanto que é a realidade deste vale de
lágrimas.
O acto sexual é terrível e com justa
razão diz o Apocalipse: “Ao que vencer o farei coluna do templo e não sairá
mais de lá”. O homem e a mulher, amando-se mutuamente são, verdadeiramente,
duas harpas de milagrosa harmonia, num êxtase de glória, aquilo que não se
pode definir porque se o definirmos desfigura-se. Isso é o amor!
As pessoas apenas crêem que o amor é para
perpetuar a espécie; acreditam que o amor é vulgar prazer carnal, violentos
prazeres, ardentes satisfações e insatisfações, etc.
Só quem renuncia a este tipo de
psicologia animal consegue ver mais além das paixões e logra descobrir
mundos e dimensões na grandeza e majestade disso que se chama amor. Nós
sonhamos profundamente, vivemos adormecidos e sonhamos com o amor, mas não
temos despertado o amor. Quando o ser humano desperta o amor, se faz
consciente do amor, reconhece que sempre sonhou. Então e só então, descobre
o verdadeiro significado do amor.
É urgente renunciar à nossa Psicologia
Tridimensional e aos actos grosseiros, para podermos descobrir o significado
do amor na quarta, quinta e sexta dimensões, pois o amor vive em níveis
superiores. Quem não renunciar à sua psicologia tridimensional, jamais
descobrirá o verdadeiro significado do amor, porque o amor não tem a sua
origem no mundo tridimensional.
Quantas vezes vemos pares dizendo que se
adoram; casam, o castelo de cartas cai e eis a triste realidade; aqueles que
se creiam enamorados, no fundo, lá bem no fundo, odeiam-se e o fracasso,
depois de satisfeito o desejo, é inevitável. Então só escutamos, condenações
e lágrimas. Onde estava o amor?
Amar quando há desejo é impossível!!!
O que o ser humano carrega actualmente é
Satã. O ser humano não sabe amar. Só aqueles que já encarnaram a sua alma
sabem verdadeiramente amar. O que a gente crê que é amor é apenas desejo
enganador. O desejo é uma substância enganadora que se combina subtilmente
com a mente e o coração para fazer-nos sentir algo que não sendo amor nos
faz crer fisicamente que é.
Como já dissemos, um dos problemas mais
inquietantes desta época é o problema sexual. Não há duvida que a sexologia,
em si mesma, é fundamental para qualquer civilização. O ser masculino
encontra-se em estado involutivo decadente; abusou do sexo e isso faz-lhe
perder o domínio sobre a terra e sobre o universo. O sexo masculino marcha
na decadência.
Quando estudamos a energia criadora, a
energia sexual à luz de um Sigmund Freud, o autor da psicanálise, ou de um
Carl Jung etc., podemos descobrir com grande assombro, que través da energia
criadora é possível a transformação do ser humano. A mulher tem perfeito
domínio sobre a biologia orgânica do varão; por isso pode regenerá-lo.
A mulher, o que necessita, é conhecer um
pouco mais os mistérios do sexo. Hoje por hoje, o homem não somente se
degenerou, como também iniciou processos de degeneração do sexo feminino;
meteu a mulher pelo caminho da fornicação e até da prostituição, motivos
mais que suficientes para que a mulher aprenda hoje em dia a cuidar do
varão; razões óbvias para que a mulher estude os mistérios do sexo, pois só
assim, poderão os dois iniciar a sua auto-transformação.
As mulheres modernas devem voltar à
sabedoria antiga, começando por educar o varão. O sexo é sagrado a cem por
cento. As mulheres devem ensinar ao varão o amor e o respeito pelo sexo.
Se a mulher actuar assim poderá
transformar o mundo de uma forma definitiva.
O matrimónio é o que de mais importante
existe na vida. É um dos três momentos mais importantes na vida e que são:
nascimento, o matrimónio e a morte.
Tanto o homem como a mulher devem
entender que a eleição do seu par com base na mera aparência ou flamejante
desejo de casamento para não ficar solteiros, é um absurdo.
Que uma mulher queira fazer do seu homem
um par ideal sem o sentir verdadeira e psicologicamente, é algo inconsciente
e vice-versa. Esse não é o caminho da felicidade matrimonial. No verdadeiro
amor não pode haver artifícios de nenhuma espécie.
Assim, deveria pensar-se maduramente,
quando se trata de eleger o par com destino a matrimónio.
É indispensável saber sempre agradar,
pois cada mulher tem o seu homem e cada homem a sua mulher que lhe pertence
por lei. Quando as pessoas solteiras casam por casar, acabam rodeados de
dor…
Se todos os seres humanos vivessem
enamorados, reinaria a paz, a felicidade, a harmonia e a perfeição à face da
Terra. Quando o par está realmente enamorado, produzem-se nos organismos
transformações maravilhosas.
O homem saiu do Éden acompanhado de sua
esposa e deve regressar ao Éden na sua companhia…
Na vida do dia a dia, brigam
muitas vezes homem e mulher, brigam por questões insignificantes: o homem
diz uma coisa, a mulher outra. Ás vezes sucede que uma palavrita é
suficiente para que um deles reaja. Não sabem controlar-se a si mesmos, não
sabem que o lar é o melhor ginásio psicológico para nos auto-descobrirmos,
para ver os nossos defeitos, sim, porque ninguém é perfeito.
Há que saber amar. Em casa deve
reinar sempre a compreensão entre o homem e a mulher. Não deve o homem
esperar que a mulher seja perfeita. Tão pouco esperará a mulher que o seu
homem seja um príncipe azul; há que aceitar as coisas como são e considerar
o lar como uma escola onde nos podemos descobrir.
E há medida que formos eliminando os
nossos defeitos psicológicos, a felicidade no lar irá crescendo, e se um dia
nos tocou sofrer muito, no futuro, esse lar se converterá num paraíso.
Nada nasce perfeito; o homem deve
convencer-se que a mulher tem os seus defeitos e a mulher deve entender que
o homem tem os seus. Se essa compreensão mútua se estabelecer a “lua de mel”
permanecerá.
Quando um par se casa, deveria
entender melhor a psicologia humana. O normal acontecer é um dos parceiros
começar por ferir outro; este reage e fere também: isto é o princípio da
contenda. No fim, podem acabar conciliados e aparentemente a paz regressa,
mas talvez não: é que o ressentimento ficou. Outro dia, mais um conflito,
mais um cenário de disputa, de mesquinhice. Resultado: passa o conflito mas
fica outro ressentimento. E assim, de atrito em atrito os ressentimentos se
avolumam, se amontoam, nascem e a “lua de mel” diminui, se desvanece, até
acabar.
Por último, como a “lua de mel”
se foi, ficou o ressentimento de cada lado e se não se divorciam, se
continuam unidos, apenas o fazem por um submisso dever ou por paixão animal.
Muitos matrimónios já nada têm
a ver com amor; o amor hoje em dia cheira a gasolina, a celulóide, a contas
de banco e a ressentimento.
O mais grave, o erro mais grave
que um homem e uma mulher podem cometer é acabar com a “lua de mel”.
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